domingo, outubro 22, 2006

O GRITO DE DOR QUE NINGUÉM OUVE!

Para algumas pessoas, comer carne é a melhor maneira de matar a fome. Seja assada, cozida, frita e, em alguns casos, até mesmo crua. Nada melhor que um churrasquinho com os amigos no final de semana. Junta-se uma turma, tempera-se alguns quilos de carne e aí é só acender a churrasqueira.

Ali ninguém se lembra dos problemas corriqueiros do dia-a-dia. O tempo passa e chega o final do encontro. Depois de tanta comilança, é bom se deitar um pouco para fazer o “quilo”. Sem entender, algumas pessoas sentem-se mal. O estômago fica pesado e a azia incomoda.

Também pudera! Enquanto estavam ali na farra, ninguém se lembrou de alguém que precisou dar a vida para alimentar aquele bando de esfomeados. Quanta dor sofreu o frango quando teve seu pescoço decepado! O boi, sem qualquer força para se defender, simplesmente gemeu ao receber a sentença de morte!

Além desses, milhares de outros indefesos animais são condenados à morte todos os dias. Afinal, o bicho homem precisa se alimentar. Pena que ele nunca se lembre do sofrimento amargo provado por aqueles animais que enfeitam a sua mesa!

Mais um dia, o banquete está pronto novamente. Assim como o tempo não pára, o homem não vive sem comer, afinal, se não o fizer, morre. É lamentável que ele só pense que o sinônimo de uma boa comida seja uma mesa farta de carne. A dor? O sofrimento? Ah, isso não o importa!

Será que aquele desconforto intestinal, azia e mal estar que aparecem de vez em quando após algumas refeições, não seria uma vingança dos seres irracionais que entraram “goela” abaixo dos covardes racionais?

segunda-feira, outubro 16, 2006

ELE FAZ PARTE DAS NOSSAS VIDAS

Por mais que se busquem informações, há sempre uma controvérsia com relação à origem do pão. Acredita-se que há aproximadamente 10 mil anos os povos pré-históricos tenham começado a produzi-lo. No entanto, a descoberta do processo fermentativo é um mérito dos egípcios, que misturavam água e farinha, expunham ao sol até que se formassem bolhas e aí então assavam entre pedras aquecidas.

A instituição das padarias como estabelecimentos comerciais foi feita pelos gregos que depois ensinaram também aos romanos. Fabricar pão tornou-se um prestígio durante o Império Romano. Quem os fazia era considerado um artista. Em Roma, 500 anos a.C., foi criada a primeira escola para padeiros.

O pão foi se tornando um alimento praticamente indispensável para o ser humano à medida que o tempo foi passando. Talvez por isso ele tenha feito parte da história e dos costumes de diferentes povos. A Bíblia relata um episódio que torna o pão um símbolo sagrado. Na Santa Ceia, Jesus afirmou que cada pedaço daquele pão era o seu próprio corpo.

Hoje, devido ao grande intercâmbio cultural, existe uma infinidade de tipos de pães que se diferem de acordo com cada região ou país. O pão simples é o resultado do cozimento de farinha com água e sal de cozinha. No Brasil, o tipo mais conhecido é o "pão francês", que de francês não tem nada. No final do século XIX, famílias ricas que viajavam para a França, conheciam lá um pão com miolo branco e casca dourada. O oposto dos que costumavam a comer no Brasil. Assim sendo, eles aqui chegavam e tentavam descrever o tal pão para seus cozinheiros, que acabavam reproduzindo a receita. Isso resultou no pão francês que conhecemos hoje e que, dependendo da região é chamado de vários outros nomes.

Comer pão é um hábito dos brasileiros. A maioria das pessoas consome este alimento em, pelo menos, uma de suas refeições diárias.

Atualmente, a venda do pão passou a ser feita por quilo e não mais por unidade, como era antes. Essa mudança deixou os consumidores com as opiniões divididas. Segundo a atendente de padaria, Telma Oliveira de Jesus Amaral, de 25 anos, as pessoas reclamam que estão pagando mais com a nova prática, porém, ela argumenta que o consumidor está pagando o preço justo pelo que está levando para casa. “Se antes ele levava, por exemplo, cinco pães, ele pagava pela unidade, mesmo se o peso fosse abaixo dos 50g recomendados. Agora ele não precisa se preocupar com isso”.

terça-feira, outubro 10, 2006

VAI UM PASTELZINHO AÍ?

O pastel frito é uma guloseima tipicamente brasileira. Ele teve a sua origem nos famosos “rolinhos de primavera” chineses. A introdução desta iguaria no Brasil se deu através dos chineses, no entanto, a sua popularização na cultura brasileira foi feita por imigrantes japoneses que, durante a Segunda Guerra Mundial, abriram várias pastelarias aqui, se passando por imigrantes chineses, uma vez que havia uma discriminação contra eles na época. Devido ao diferente estilo da cozinha chinesa, foram necessárias algumas adaptações às matérias-primas disponíveis na culinária brasileira.

Esta iguaria passou a ser um dos principais atrativos nas lanchonetes de todo o país, claro que, cada um feito de uma maneira, dependendo da região. Em São Paulo, um dos melhores programas para as pessoas é ir à feira nos finais de semana para comer pastel e tomar caldo de cana!

Em Belo Horizonte, a maioria das lanchonetes tem o pastel como o ítem mais vendido. A explicação para isso é simples. Além de saboroso, o pastel é relativamente barato. Em lanchonetes populares do centro da cidade, por exemplo, é possível comprar cinco pastéis com apenas R$1,00.

Uma das lanchonetes mais antigas e populares da capital mineira é a famosa Pastelândia. Ela foi inaugurada por volta de 1976 e até hoje se mantém no mercado, graças aos seus deliciosos pastéis.

A pequena loja, instalada naquele tempo na rua Tupinambás, no centro da cidade, deu lugar à outra bem maior, que hoje se chama Pastelássi. O seu gerente comercial, Alex Gomes Barcelar, de 32 anos, informa que a loja tem 16 funcionários e vende, em média, 3500 pastéis por dia! Já em outra loja Pastelândia, também da rua Tupinambás, a gerente Beatriz Parreira de Oliveira, de 33 anos, diz que a loja conta com 33 funcionários. Por razões particulares não nos foi informado o número de pasteis vendidos por dia, porém, como o movimento ali é intenso, deduz-se que esse número possa ultrapassar 5000 unidades/dia. Atualmente a cadeia Pastelândia tem 12 lojas, cada uma sob a responsabilidade de um dono diferente, porém, todos da mesma família.

O pastel pode ser encontrado de diversas formas e com vários recheios. Normalmente, cada formato tem um recheio diferente. Os mais comuns são os de carne e queijo, porém, existem inúmeros outros recheios como frango, palmito, bacalhau, pizza, banana etc.

As pessoas que se preocupam com o valor calórico dos alimentos devem estar atentas. Um pastel pequeno, sem recheio, tem em média 100 Kcal. Vale lembrar ainda que o recheio concentra a maior parte das calorias. A saída seria comer pastel assado, porém, nada se compara ao saboroso gostinho do pastel frito, de preferência quente!


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domingo, setembro 17, 2006

QUE SE DANEM OS PASSAGEIROS!

No ponto de ônibus a fila vira o quarteirão. Cansados de mais um dia de trabalho, os passageiros inquietos reclamam da demora da “carroça”. Finalmente ela chega e o tumulto é generalizado. Todos querem garantir um assento, afinal, a viagem é longa. O povo se acotovela e, não tem jeito, é muita gente. Em poucos minutos a lotação está cheia! Destino final? Ibirité, uma cidadezinha que faz parte da grande BH.

Não bastasse o ônibus já estar cheio, há muita gente o aguardando no meio do seu trajeto. Num ponto da avenida Amzaonas alguém dá sinal. Entra uma jovem senhora com uma criança de colo. Felizmente ainda existe cavalheirismo. Um rapaz logo cede o seu lugar. Como é praxe a falta de atenção de alguns motoristas, com o nosso não seria diferente. Uma velhinha dá sinal e ele simplesmente finge não vê-la. Quando ele resolve parar, afunda o pé no freio e as pessoas se amontoam umas sobre as outras. Reclamar não adianta, retruca uma senhora nervosa que completa: _ Eles não estão nem aí pra gente.

Depois de uma hora naquele “forno”, a gente já se aproxima do ponto final. Alguém puxa a campainha para descer. Ah! É aquela senhora com a criança. Outros passageiros descem antes dela. Com muito cuidado ela pisa no primeiro degrau, no segundo. Ao pisar no terceiro o motorista sai com o ônibus sem ao menos olhar para trás. O que fazer? Eu estou ali bem perto. Intuitivamente, solto um grito. _ Pare o ônibus. Uma senhora caiu com uma criança! Os passageiros se revoltam e reclamam mais uma vez da incompetência daquele motorista. Felizmente não houve nada grave e continuamos a viagem.

Três ou quatro pontos depois chegamos ao bairro Canaan, nosso destino final. Mais uma noite para rolar a cabeça no travesseiro. O sono não chega. Aquela senhora não sai do meu pensamento. Devo reclamar do motorista na empresa? Lembro-me que meses antes, cheguei a redigir duas cartas reclamando de motoristas da mesma linha. No entanto, o comodismo falou mais alto e desisti de encaminhá-las à empresa de ônibus. Concluo. Nada, é melhor tentar dormir, pois amanhã será mais um dia para continuar assistindo à novela da vida real.

O passageiro não passa de uma simples carga para alguns motoristas que, no exercício da sua profissão, se esquecem que um dia também acabam ocupando o lugar dessa carga.

terça-feira, setembro 05, 2006

DEBATE DE CANDIDATOS É MARCADO PELA AUSÊNCIA DE NEWTON CARDOSO E ELISEU RESENDE

Dos quatro candidatos ao senado convidados para um debate entre os alunos da Faculdade Estácio de Sá, no último sábado, apenas dois compareceram. Ronaldo Vasconcelos (PV) e Omar Peres Filho (PDT). Eliseu Resende (PFL) e Newton Cardoso (PMDB), mesmo estando com presenças confirmadas, não apareceram. Uma grande decepção para os cerca de 300 alunos que lotaram o novo auditório da faculdade.

Os dois candidatos presentes se mostraram seguros nas respostas e conscientes dos problemas do estado, cada um prometendo resolvê-los à sua maneira, além, é claro, de tentar garimpar alguns votos entre os alunos.

Ronaldo Vasconcelos não é a favor da reeleição para cargos executivos, no entanto, em sua campanha enfatiza estar apoiando a reeleição de Aécio Neves e Lula. Ao ser questionado sobre isso, Ronaldo diz que essa é uma questão pessoal e que continua sendo contra. Já o candidato Omar Peres, comentou sobre a sua decisão de doar todo mês o salário de cerca de R$ 15.000,00 que receberá, caso seja eleito, a uma instituição de educação, alegando ter uma vida financeira estável e que o dinheiro não lhe fará falta. “A vida política é meu ideal”.

Com relação ao voto obrigatório, Omar Peres se diz contra. Ele é favorável ao voto facultativo e defende o voto distrital que será uma das suas lutas no congresso. Já o candidato Ronaldo Vasconcelos defende o voto obrigatório e não é a favor do voto distrital. “O voto deve ser aberto em qualquer votação no Senado Nacional”.

Num clima amigável, os dois candidatos saíram confiantes e Ronaldo Vasconcelos ainda arriscou uma brincadeira com Omar Peres: "chegaremos lá. Eu em primeiro e você em segundo".